Histórico
Antonina nasceu das catas e faisqueiras de ouro que
em meados do século XVII existiam na região.
Em 1714, foi autorizada a construção de uma capela
em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, em 12 de
setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação de Antonina, sendo
conhecida como Capela, seus habitantes foram chamados de “capelistas”.
Antonina tem seu conjunto histórico e paisagístico
tombado como Patrimônio da União. Possui uma paisagem privilegiada, emoldurada
pelos morros circundantes e pelas escarpas da Serra do Mar, com vegetação
exuberante, sendo banhada pelas águas tranquilas da Baía de Antonina, onde o
Atlântico avança com mais profundidade em toda a costa brasileira.
A cidade onde se encontra o Marco Zero da Estrada
da Graciosa, alia mar, rios, morros, serra, rico acervo arquitetônico e
cultural, saborosa gastronomia e aconchegantes pousadas.
A estação de Antonina foi inaugurada em 1892. A estação original, de madeira, ficava situada em um ponto diferente da atual, esta de alvenaria e construída em 1916. Ficava mais à frente e tinha mais à frente ainda um girador de locomotivas. A linha seguia até a praia onde existiam trapiches, junto ao centro da cidade. A velha estação foi destruída por um incêndio. Já a estação nova, mais na entrada da cidade, teve um triângulo para retorno das composições e não mais um girador. A partir de 1927, da estação de Antonina, passou a sair um ramal que foi explorado pela empresa Matarazzo até os anos 1990 e que leva ao porto. Atualmente a ALL, concessionária da linha, voltou a usar o ramal para transporte de cargas desde 2003, cargas que seguem passando pela reformada estação seguindo direto ao porto continuando pelo ramal que foi da Matarazzo. Nos anos 1970, o ramal de Antonina foi praticamente desativado com o fechamento do porto da cidade. Foi reativado para cargas em 1980, depois do fechamento para passageiros em 1976. Durou pouco, mas em 1985 voltou a funcionar. Em 1985, as litorinas que desciam a serra seguiam algumas delas também para Antonina. No início dos anos 1990 havia algumas excursões turísticas pelo ramal em datas festivas. Logo depois, abandono total e o ramal ficou coberto de mato até 2003, quando o ramal voltou a funcionar para cargas por iniciativa da ALL.
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