terça-feira, 5 de novembro de 2013

Antonina

Histórico

Antonina nasceu das catas e faisqueiras de ouro que em meados do século XVII existiam na região.

Em 1714, foi autorizada a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, em 12 de setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação de Antonina, sendo conhecida como Capela, seus habitantes foram chamados de “capelistas”.

Antonina tem seu conjunto histórico e paisagístico tombado como Patrimônio da União. Possui uma paisagem privilegiada, emoldurada pelos morros circundantes e pelas escarpas da Serra do Mar, com vegetação exuberante, sendo banhada pelas águas tranquilas da Baía de Antonina, onde o Atlântico avança com mais profundidade em toda a costa brasileira.

A cidade onde se encontra o Marco Zero da Estrada da Graciosa, alia mar, rios, morros, serra, rico acervo arquitetônico e cultural, saborosa gastronomia e aconchegantes pousadas.



A estação de Antonina foi inaugurada em 1892. A estação original, de madeira, ficava situada em um ponto diferente da atual, esta de alvenaria e construída em 1916. Ficava mais à frente e tinha mais à frente ainda um girador de locomotivas. A linha seguia até a praia onde existiam trapiches, junto ao centro da cidade. A velha estação foi destruída por um incêndio. Já a estação nova, mais na entrada da cidade, teve um triângulo para retorno das composições e não mais um girador. A partir de 1927, da estação de Antonina, passou a sair um ramal que foi explorado pela empresa Matarazzo até os anos 1990 e que leva ao porto. Atualmente a ALL, concessionária da linha, voltou a usar o ramal para transporte de cargas desde 2003, cargas que seguem passando pela reformada estação seguindo direto ao porto continuando pelo ramal que foi da Matarazzo. Nos anos 1970, o ramal de Antonina foi praticamente desativado com o fechamento do porto da cidade. Foi reativado para cargas em 1980, depois do fechamento para passageiros em 1976. Durou pouco, mas em 1985 voltou a funcionar. Em 1985, as litorinas que desciam a serra seguiam algumas delas também para Antonina. No início dos anos 1990 havia algumas excursões turísticas pelo ramal em datas festivas. Logo depois, abandono total e o ramal ficou coberto de mato até 2003, quando o ramal voltou a funcionar para cargas por iniciativa da ALL.

Exposição de objetos antigos e artesanato no interior da Estação. 































Serra da Graciosa

Caminho da Graciosa
Teve sua construção em duas etapas: a da Serra do Mar, entre 1646 e 1653 e até o Atuba, entre 1848 e 1870. Este caminho foi trilha dos indígenas, que desciam a serra para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão. Em 1653 o caminho foi abandonado (sendo substituído pelo Caminho do Itupava), a abertura definitiva só foi possível após a  Emancipação da Província, em 1872.

Estrada da Graciosa
A Estrada da Graciosa, um percurso diverso do Caminho da Graciosa, teve sua construção iniciada no governo do Presidente da Província Zacarias de Góes e Vasconcelos, não se sabendo exatamente quando foram concluídas suas obras (acredita-se que tenha sido por volta de 1873). É hoje um local de lazer, com churrasqueiras, sanitários, quiosques
para venda de produtos típicos, mirantes, a ponte de ferro sobre o Rio Mãe Catira e o Portal da Graciosa.




MORRETES - HISTÓRIA DO PARANÁ

Histórico
Fundada em 1733, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá demarcasse 300 braças em quadra local, onde seria a futura povoação de Morretes.

Em meados do século XVIII mudou-se para o povoado de Morretes o Capitão Antonio Rodrigues de Carvalho e sua mulher, dona Maria Gomes Setúbal, construindo uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Três Morretes. Em 1841 foi elevada a categoria de Município, sendo desmembrada de Antonina.

Situada aos pés da Serra do Mar, Morretes encanta por sua Natureza preservada, seu clima agradável, a saborosa gastronomia que oferece o famoso Barreado e suas charmosas pousadas.


A palavra "outeiro" era muito utilizada na época. Ela vem do latim e significa "a parte mais alta do altar". A Igreja, assim como a língua Tupi, tiveram uma forte influência na identidade cultural da região.
Esta palavra também designa uma espécie de fusão entre a Igreja e a Geografia, já que posteriormente ao significado original, ela passou a ser usada como sinônimo de " pequeno morro ".
A mesma fusão ocorre entre o Tupi e a Geografia, já que Nhundiaquara, que fica poucos metros abaixo deste " outeiro ", vem do Tupi.
A palavra outeiro é encontrada na obra de Saint-Hilaire em 1820 e também em 1851, na obra de Antônio Vieira dos Santos.
Não há dúvidas de que o Menino Deus dos Três Morretes ( nome original da cidade ) não foi apenas dado pela relevância geográfica dos morros. Seu outeiro, seu altar, sua altura fazem parte da denominação de Morretes.




Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto
Inaugurada em 1850, possui em seu interior uma Via-Sacra a óleo executada pelo famoso pintor morretense Theodoro de Bona. Em frente à igreja está instalado um sino, vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja. Localiza-se no Largo da Matriz.



Estação Ferroviária
Datada de 1885, o antigo prédio deu lugar a uma estação com características modernas que possui lanchonetes, sanitários e barracas com produtos artesanais. Dela tem-se uma bonita visão das montanhas da Serra do Mar. 
Localiza-se na Praça Rocha Pombo.

Rio Nhundiaquara
O rio que serviu como primeira via natural de ligação entre o litoral e o planalto, sendo navegado pelos descobridores já em 1560, permite a prática de esportes como canoagem, boiacross e pescarias. Como atrações destacam-se a Ponte Velha, sobre o rio no centro da cidade, considerada uma obra de arte com portais rebuscados, inaugurada em 1912 e recuperada em 1975, por ser uma importante via de comunicação da cidade e por sua importância histórica e turística no contexto de Morretes.




sábado, 19 de outubro de 2013

Produção de vídeo: estudo do meio cidade de Palmeira

Esse vídeo foi elaborado por dois alunos do terceiro ano que fazem parte do projeto.


Maria Auxiliadora Scmidt defende o ensino da História local como desafio para a formação da consciência histórica.
A História Local deve ser vista como uma estratégia de ensino. Trata-se de uma forma de abordar a aprendizagem, a construção e a compreensão do conhecimento histórico, a partir de preposições que tenham a ver com os interesses dos alunos, suas aproximações cognitivas e afetivas, suas vivências culturais.
Assim o projeto relacionado a História Local busca possibilidades de desenvolver atividades vinculadas diretamente com a história de vida cotidiana realizando recortes mais aproximados com a história da cidade, da região e do Estado do Paraná.